terça-feira, 18 de novembro de 2008

G20 quebrou hegemonia de países ricos nas decisões políticas

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que a reunião do G20 foi uma mudança nos paradigmas das relações multilaterais entre todos os países. Segundo Lula, antes da crise financeira, apenas os países muito ricos determinavam a "lógica da política internacional", e que isso mudou com a reunião dos grupo que reúne países ricos e emergentes.

"Fiz questão de lembrar que dessa vez a crise está exatamente nos países ricos, a crise está no G8. Se eles quiserem ajudar os países pobres, não precisa gastar muito dinheiro, é só recuperar suas economias", disse o presidente.

Lula contou que pediu aos colegas que seja criada uma regulamentação que obrigue o sistema financeiro a investir recursos no setor produtivo, para estimular a geração de emprego e renda.

"Até contei um caso meu, disse para eles que, quando eu trabalhava na fábrica, se eu quisesse comprar uma televisão e meu salário não permitisse, eu tinha que fazer hora extra. Como pode alguém ficar bilionário sem produzir um prego?"

O presidente disse ainda que, nos seis anos de seu governo, essa foi a reunião multilateral mais importante da qual participou. Ele comemorou o fato de o grupo ter tomado a decisão de concluir a Rodada Doha até dezembro.

"Seria um sinal extraordinário de enfrentamento da crise financeira que vive um problema de crédito muito serio", concluiu.

sábado, 15 de novembro de 2008

G20 repete foto oficial devido a atraso de presidentes da Argentina e México


da Efe, em Washington

Foto oficial do início da sessão de trabalho dos líderes da cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) neste sábado teve que ser refeita por causa do atraso dos presidentes da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do México, Felipe Calderón. As imagens da foto oficial foram retransmitidas por circuito fechado de televisão, e a primeira tomada foi tão rápida que quase não deu tempo de ver quem estavam presentes.

De fato, após os primeiros flashes, os governantes saíram rapidamente, mas tiveram que voltar para posar nas escadas do Museu Nacional da Construção (NBM, em inglês), em Washington. O motivo passou despercebido nas imagens de televisão, mas, na verdade, faltavam os presidentes da Argentina e do México, algo que pode ser observado na foto do "antes" e do "depois".
Gerald Herbert/AP
Presidentes e chefes de Governo dos países do G20 posam para foto em reunião da cúpula, neste sábado, em Washington
Presidentes e chefes de Governo dos países do G20 posam para foto em reunião da cúpula, neste sábado, em Washington

Os presidentes e chefes de Governo voltaram a seus lugares conversando de maneira relaxada, mas também houve alguma irritação por parte de alguns dos presentes. Por enquanto, não se sabe o motivo da demora dos dois líderes latino-americanos, pois eles já estavam na sede do museu, aonde tinham chegado minutos antes, como os outros dirigentes.

A reunião foi convocada em Washington para tentar resolver a crise financeira mundial e colocar as bases de uma nova ordem econômica internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo país preside atualmente o G20, ficou à direita de Bush e o presidente da China, Hu Jintao, à esquerda.

domingo, 6 de julho de 2008

G8 quer esfriar preços do petróleo e temperatura do planeta

TOYAKO, JAPÃO, 6 Jul 2008 (AFP) - Os líderes das oito principais potências do mundo analisarão a partir desta segunda-feira, na cidade japonesa de Toyako, como esfriar os preços do petróleo e a temperatura do planeta.

O encontro, em um hotel diante do lago Toya, ocorre no momento em que o barril do petróleo atinge os 146 dólares, a economia dos países industrializados vive um período de forte desaquecimento e a alta nos preços dos alimentos provoca protestos em todo o planeta.

Além dos líderes do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia), a Cúpula terá, como convidados, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hu Jintao (China) e Felipe Calderón (México).

As autoridades japonesas montaram uma grande operação de segurança, com mais de 21 mil homens, e praticamente fecharam a ilha de Hokkaido (norte), local do encontro.

O presidente americano, George W. Bush, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, que participa pela primeira vez da Cúpula do G8, já chegaram ao lago Toya, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.

Em entrevista coletiva ao lado de Fukuda, Bush reafirmou a política do "dólar forte" dos EUA, apesar de a moeda estar caindo em relação a outras. No entanto, reconheceu que a economia americana não anda tão bem quanto os dirigentes americanos gostariam.

O presidente americano afirmou ainda que os EUA vão desempenhar um papel "construtivo" na redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pela mudança climática, mas advertiu que todo esforço deve incluir a China e a Índia.

Neste sentido, Lula deve reafirmar no Japão seu pedido aos países em desenvolvimento para que se unam às nações ricas no estabelecimento de metas visando reduzir as emissões de gases responsáveis pelo "efeito estufa".

"Todos os participantes, incluindo nosso país, devem fixar um objetivo de redução das próprias emissões de gases de efeito estufa", adiantou Lula na quarta-feira, em entrevista ao jornal japonês Yomiuri Shimbun.

Na coletiva de hoje, Fukuda disse que "no que se refere ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, que têm um impacto negativo sobre a economia mundial", ele e Bush concordam "que é preciso fazer esforços urgentes neste sentido",

Já o líder francês, Nicolas Sarkozy, disse à imprensa japonesa que defenderá na Cúpula a "promoção da transparência" no mercado petroleiro, pedindo aos Estados produtores que publiquem suas informações sobre oferta e reservas, e aos Estados consumidores que divulguem os dados sobre seus estoques de petróleo".

"É importante estabelecer um dispositivo para que os países produtores e os países consumidores compartilhem suas informações sobre reservas, estoques e produção de petróleo", disse Sarkozy, que chegará a Toyako na segunda-feira.

O presidente francês também proporá ao G8 "estimular os Estados produtores a aumentar sua produção, para se evitar as consequências negativas de uma desaceleração da economia mundial e a alta simultânea da inflação".

A declaração final de Toyako deve assinalar que "o G8 vai liderar os esforços para reduzir em 50% as emissões" de gases responsáveis pelo aquecimento global até 2050, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun.

Em Sapporo, a 150 km do lago Toya, milhares de manifestantes protestaram contra a globalização e após alguns incidentes, a polícia deteve quatro pessoas, entre elas um cinegrafista.

No protesto em Sapporo, ativistas da ONG Oxfam vestidos com máscaras gigantes dos líderes do G8 e quimonos exibiram um cheque gigante de 50 bilhões de dólares para os países da África, para lembrar a promessa feita durante a Cúpula da Escócia, em 2005.

Em 2005, o G8 acertou uma ajuda de 50 bilhões de dólares para a África até 2010, mas até o momento só desembolsou 14% deste valor, segundo uma fonte do grupo.

Uol Notícias

sábado, 14 de junho de 2008

Baixo Crescimento da Economia Mundial e Aumento do Preço do Petróleo e dos Alimentos Causam Preocupações Sistêmicas

FMI prevê "longo período" de baixo crescimento da economia mundial

Osaka (Japão), 14 jun (EFE).- O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, previu hoje um "longo período de baixo crescimento" para a economia mundial, apesar dos bons dados macroeconômicos do primeiro trimestre.

Em entrevista coletiva concedida ao término da cúpula de ministros de Finanças do Grupo dos Sete Países Mais Desenvolvidos e a Rússia (G8), em Osaka (Japão), Strauss-Kahn indicou que haverá um arrefecimento, embora "não muito profundo".

O diretor-gerente do FMI admitiu, no entanto, que os dados do PIB do primeiro trimestre na Europa, nos Estados Unidos e no Japão foram "melhores que o esperado", mas disse que "o perfil dos próximos meses não variará substancialmente".

Além disso, o diretor da instituição multilateral se referiu na entrevista coletiva ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, aspectos que praticamente centraram a reunião dos ministros do G8 em Osaka.

Na sua opinião, há razões "de economia real" por trás dessas fortes altas, sobretudo o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de matérias-primas.

Ele reconheceu, no entanto, que isso "não é suficiente para explicar" a alta nos preços que, no caso do petróleo, chegaram a duplicar em apenas um ano.

Strauss-Kahn disse que, durante o encontro, alguns ministros de Finanças falaram sobre a possibilidade de os movimentos especulativos serem uma das razões, apesar de só o italiano Giulio Tremonti o ter dito abertamente neste encontro.

A cúpula econômica de Osaka acabou hoje com uma declaração dos membros do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália, Japão e Rússia) no qual expressam sua preocupação com as pressões inflacionárias derivadas dos altos preços do petróleo e dos alimentos, e com os "ventos contrários" que ameaçam a economia mundial.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Começa reunião do G8 que discute a pressão inflacionária

Osaka (Japão), 13 jun (EFE).- Os ministros de Finanças do G8 (os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia) iniciaram hoje em Osaka (Japão) uma cúpula para discutir o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos, a mudança climática e a fraqueza do dólar.

Os ministros de Economia de Japão, Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Alemanha, Rússia e Itália posaram para uma foto antes de participarem de um jantar, após o qual começará um debate sobre a crise de alimentos.

A esta reunião também comparecem os ministros de Brasil, Austrália, Tailândia, China, Coréia do Sul e África do Sul, que vão transmitir suas impressões sobre a situação econômica que está criando o grande aumento do preço dos alimentos básicos.

Estes mesmos ministros participarão amanhã de um café da manhã de trabalho voltado para a luta contra a mudança climática, após o qual começará a reunião formal dos líderes de finanças mundiais, que concluirá, como é habitual, com um comunicado conjunto.

Espera-se com atenção o comentário que o G8 fará sobre a escalada do preço do barril de petróleo, que já se aproxima dos 140 dólares.

EFE - ECONOMIA

domingo, 8 de junho de 2008

Rússia será a sexta economia mundial no final do ano

A Rússia se transformará na sexta economia mundial no final do ano, anunciou neste domingo o vice-primeiro-ministro do governo russo, Igor Shuvalov. A declaração foi dada durante seu discurso no Fórum Econômico de São Petersburgo.

"A Rússia está se desenvolvendo. No final de ano seremos a sexta economia mundial. Já esquecemos a grave crise da década passada e traçamos novos objetivos", disse Shuvalov, que ocupa a cadeira abaixo do ex-presidente Vladimir Putin.

Shuvalov ressaltou que a Rússia é "um membro com plenos direitos do clube de maiores economias do mundo", segundo a agência Interfax.

"Queremos ser um país com instituições democráticas modernas, com uma estrutura econômica pós-industrial e nos converter em um dos centros financeiros internacionais", disse.

No entanto, negou que a Rússia queira retomar a concorrência com o Ocidente, segundo o lema soviético de "alcançar e superar", já que isso unicamente conduziria a "mimetismos desafortunados".

Segundo o Fundo Monetário Internacional, a Rússia é atualmente a 11ª economia do planeta, atrás dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, China, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Canadá e Brasil.

da Efe, em São Petesburgo (Rússia)

sábado, 12 de abril de 2008

G7 pede mudanças em regras financeiras para conter crise

11/04/2008 - 22h16

(atualiza com detalhes do comunicado do G7 e eclarações do secretário do Tesouro americano)

Washington, 11 abr (EFE).- Após admitir que as condições econômicas globais pioraram desde que se reuniu em fevereiro, o G7 (grupo dos sete países mais desenvolvidos) pediu hoje a revisão de algumas normas que regulam o mercado financeiro internacional.

Além disso, renovou seu apelo para que a China permita a valorização "acelerada" de sua moeda, após indicar que está preocupado com as possíveis conseqüências das recentes e "drásticas" oscilações das principais divisas sobre a estabilidade econômica e financeira.

"Continuamos vigiando os mercados cambiais de perto e cooperaremos da forma que for mais apropriada", afirma o documento.

No entanto, a questão cambial ganhou pouco destaque no comunicado emitido ao término do encontro, já que os ministros de Economia e presidentes de bancos centrais de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Itália, França, Alemanha e Japão preferiram avaliar a crise financeira internacional.

Os participantes da reunião reconheceram que a "turbulência" nos mercados financeiros mundiais é "um desafio" e está durando mais que o esperado.

Para contê-la, disseram apoiar "energicamente" o relatório elaborado pelo chamado Fórum de Estabilidade Financeira, que contém medidas para aumentar a transparência nos mercados e melhorar a gestão dos riscos.

Além disso, ressaltaram a importância de os bancos centrais agirem de forma coordenada para evitar "transtornos" nos mercados.

"Cada um de nós continua comprometido com a tomada de decisões, individual ou coletivamente", para responder à crise financeira.

O G7, no entanto, não mencionou a possibilidade de dinheiro público ser usado para salvar bancos mais prejudicados pela crise, que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), poderá ocasionar prejuízos de quase US$ 1 trilhão.

Na área macroeconômica, foi admitido que as perspectivas econômicas mundiais perderam vigor, haja vista a "fraqueza" do mercado imobiliário americano, as pressões inflacionárias, a tensão nos mercados financeiros mundiais e o impacto dos altos preços do petróleo e das matérias-primas.

Embora os países emergentes sejam "um ponto de luz" neste panorama tenebroso, o G7 alertou que estas nações "não são imunes às forças mundiais".

Especificamente sobre a crise financeira, o G7 disse que, "nos próximos 100 dias", os bancos deveriam divulgar "completamente" o nível de suas perdas e dos riscos que enfrentam, como pede o relatório do Fórum de Estabilidade, que é integrado por representantes de bancos centrais e instituições como o FMI e o Banco Mundial.

O grupo pediu ainda uma revisão "urgente" das normas contábeis internacionais e de gestão de risco, assim como dos códigos de conduta das agências de classificação.

No comunicado, o clube de países mais desenvolvidos diz quem até o fim do ano, os reguladores internacionais deveriam elevar o capital exigido para os produtos financeiros complexos que se revelaram de maior risco do que o esperado.

Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou que a economia dos Estados Unidos ainda pode se deparar com alguns percalços no caminho e que a principal prioridade no momento é limitar o impacto econômico das turbulências nos mercados.

O secretário frisou que o principal objetivo do G7 é ajudar as economias ao redor do mundo, e não os bancos ou banqueiros.

Paulson evitou se referir à contínua desvalorização do dólar frente ao euro, mas frisou que o Governo americano continua comprometido com uma moeda forte.

Nesse sentido, ele mencionou que os sólidos fundamentos da economia americana acabarão refletidos no valor do dólar.

"Tenho a máxima confiança na resistência, na flexibilidade e na força de nossa economia e de nossos mercados de capital", concluiu.

UOL

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sarkozy defende ampliação do G8 para permitir entrada do Brasil

12/02/2008 - 18h36

da France Presse, na Guiana Francesa

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta terça-feira que o G8, formado pelos países mais industrializados do mundo, deveria se tornar G13 com a entrada do Brasil e de outras nações. Ele também reiterou o apoio da França para que o Brasil integre o Conselho de Segurança da ONU.

"O mundo precisa que o Brasil ocupe o espaço que lhe corresponde no cenário mundial. Quero reafirmar que, em nosso ponto de vista, o G8 deve se tornar G13, com a incorporação de países como o Brasil", disse Sarkozy depois de se reunir com o colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na Guiana Francesa.

A declaração conjunta divulgada depois do encontro também revela que Sarkozy "reiterou sua determinação em trabalhar pela ampliação do G8 com grandes países emergentes, como Brasil".
Sarkozy disse ainda que a "França deseja que Brasil tenha um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU. Nos grandes assuntos bilaterais e internacionais, a França e o Brasil estão de acordo".

Lula e Sarkozy se reuniram nesta terça-feira na cidade de Saint Georges de l'Oyapok, na Guiana Francesa, e depois almoçaram no 2º Regimento de Infantaria da Legião Estrangeira.

No encontro, os presidentes concordaram em aprofundar a associação estratégica de seus países no âmbito político e militar.

Sarkozy tinha lançado em agosto passado a proposta de ampliar o G8, atualmente integrado por Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália e Canadá. Em janeiro, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se declarou favorável à proposta francesa de ampliar o G8 a cinco economias emergentes: Brasil, México, China, Índia e África do Sul.

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse posteriormente que o Brasil apóia esta transformação do G8 para que as nações em desenvolvimento tenham uma participação relevante garantida.