terça-feira, 24 de agosto de 2010

PDT reverencia hoje (24/8) a memória de Getúlio Vargas (CoroneL PaiM - Candidato a Deputado Estadual 12777 - PDT/MS)


A memória do Presidente Getúlio Vargas será reverenciada nesta terça-feira 24 de agosto com solenidades em várias partes do país, inclusive no Paraná e no Rio de Janeiro, a cargo de militantes do PDT. Em Curitiba, às 11 horas, a homenagem será na Praça Tiradentes, no Centro, em evento que contará com a participação de diversas lideranças que compõem a aliança em torno da candidatura de Osmar Dias ao governo paranaense.
No Rio de Janeiro, a homenagem será às 16 horas no busto de Getúlio Vargas na Cinelândia, no Centro da cidade. O evento foi organizado pelo Diretório Regional do PDT-RJ, pela direção nacional do Movimento dos Aposentados, Idosos e Pensionistas do PDT (Mapi), presidida por Maria José Latgé; e pela secção Rio de Janeiro da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini. Além de deposição de flores haverá discursos e a leitura da “Carta Testamento” de Getúlio Vargas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ministros de Cooperação Internacional do G8 se reúnem em abril no Canadá

Toronto (Canadá), 18 fev (EFE).- O Canadá anunciou, nesta quinta-feira, que os ministros de cooperação internacional do G8 vão discutir, no final de abril, na localidade canadense de Halifax, programas de ajuda para as regiões mais pobres do mundo, visando a cúpula do grupo, prevista para junho.

Os ministros canadenses de Cooperação Internacional, Bev Ode, e Defesa, Peter MacKay, assinalaram durante ato em Halifax que um dos principais pontos de discussão na reunião de abril será a melhora da saúde materno-infantil nas regiões mais pobres do mundo.

"Acho que trabalhando de forma conjunta os países do G8 podem reduzir a mortalidade maternal e infantil, objetivos humanitários que devem progredir, particularmente na África Subsaariana", afirmou Ode em comunicado.

A cada ano, cerca de meio milhão de mulheres morrem durante o período de gestação ou no momento de dar à luz. Além disso, cerca de nove milhões de crianças morrem no mundo todo antes de completar os cinco anos.

Os ministros responsáveis pelo desenvolvimento internacional de França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, assim como representantes da União Europeia (UE), vão participar do encontro.

As decisões tomadas em Halifax serão remetidas para aprovação da cúpula de líderes do G8, que será realizada no final de junho em Huntsville, uma localidade ao norte de Toronto, também no Canadá, país que atualmente preside o G8.

O Ministério de Cooperação Internacional do Canadá assinalou que seu titular viajará, a partir da próxima semana, para visitar os países-membros do G8, buscando informações prévias à reunião.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Fórum Social termina em Porto Alegre sem documento oficial

GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

O Fórum Social Mundial terminou ontem em Porto Alegre sem um documento final. Nem a tradicional marcha de encerramento pelas ruas ocorreu.

A marcha não saiu porque as discussões promovidas por sindicatos e movimentos sociais, pela manhã, na Usina do Gasômetro, estouraram o tempo. Entre 12h e 13h, sob o sol forte, a multidão reunida no evento se dispersou aos poucos.

A dispersão espontânea da passeata é o símbolo desta edição do FSM, que nasceu em Porto Alegre há 10 anos.

Por causa da extrema diversidade das correntes que formam o FSM, os militantes preferiram não reunir as discussões em um documento final.

Ontem, por exemplo, o seminário que se propunha a fazer um balanço das atividades em Porto Alegre foi marcado por uma profusão de discursos sobre temas tão distintos quanto a abertura dos arquivos da ditadura brasileira, aquecimento global ou a situação de etnias indígenas no Equador.

Para o sociólogo Emir Sader, o protagonismo de organizações não governamentais, que encaram o FSM como uma oportunidade de intercâmbio de ideias, dificulta a articulação das experiências de governos de esquerda latino-americanos e dos movimentos sociais contrários ao capitalismo.

João Pedro Stedile, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), disse que o "jogo não se ganha no vestiário [FSM], mas no campo [mobilização nas ruas]".

Movimentos sociais e centrais sindicais, entretanto, conseguiram formular ontem o seu próprio documento final, estabelecendo um calendário de mobilizações.

Membro da comissão internacional do FSM, a antropóloga Moema Miranda contesta o esvaziamento do encontro.

Segundo ela, o caráter de "encontro e reconhecimento da diversidade" dá força ao FSM atualmente porque "o neoliberalismo não tem hoje uma grande bandeira a oferecer".

"Não dava para fazer uma síntese pegando três ou quatro pontos e pretendendo recolher essa diversidade e pluralidade toda, para não ser reducionista", disse Miranda, sobre o FSM não ter tirado um documento final. Segundo ela, uma síntese sairá em um ou dois meses.

A dispersão foi também geográfica. Os cerca de 27 mil participantes inscritos, de 2.000 organizações, se pulverizaram em 915 atividades em seis cidades do Rio Grande do Sul.

O FSM encerrado ontem é o primeiro de 27 encontros similares que ocorrerão ao redor do mundo. Desde 2006, a organização alterna um evento centralizado em uma única cidade com um um ano de eventos espalhados pelo mundo.

Hoje e amanhã, Salvador recebe sua versão do Fórum.



Fórum Social termina em Porto Alegre sem documento oficial

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

O Fórum Social Mundial terminou ontem em Porto Alegre sem um documento final. Nem a tradicional marcha de encerramento pelas ruas ocorreu.

A marcha não saiu porque as discussões promovidas por sindicatos e movimentos sociais, pela manhã, na Usina do Gasômetro, estouraram o tempo. Entre 12h e 13h, sob o sol forte, a multidão reunida no evento se dispersou aos poucos.

A dispersão espontânea da passeata é o símbolo desta edição do FSM, que nasceu em Porto Alegre há 10 anos.

Por causa da extrema diversidade das correntes que formam o FSM, os militantes preferiram não reunir as discussões em um documento final.

Ontem, por exemplo, o seminário que se propunha a fazer um balanço das atividades em Porto Alegre foi marcado por uma profusão de discursos sobre temas tão distintos quanto a abertura dos arquivos da ditadura brasileira, aquecimento global ou a situação de etnias indígenas no Equador.

Para o sociólogo Emir Sader, o protagonismo de organizações não governamentais, que encaram o FSM como uma oportunidade de intercâmbio de ideias, dificulta a articulação das experiências de governos de esquerda latino-americanos e dos movimentos sociais contrários ao capitalismo.

João Pedro Stedile, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), disse que o "jogo não se ganha no vestiário [FSM], mas no campo [mobilização nas ruas]".

Movimentos sociais e centrais sindicais, entretanto, conseguiram formular ontem o seu próprio documento final, estabelecendo um calendário de mobilizações.

Membro da comissão internacional do FSM, a antropóloga Moema Miranda contesta o esvaziamento do encontro.

Segundo ela, o caráter de "encontro e reconhecimento da diversidade" dá força ao FSM atualmente porque "o neoliberalismo não tem hoje uma grande bandeira a oferecer".

"Não dava para fazer uma síntese pegando três ou quatro pontos e pretendendo recolher essa diversidade e pluralidade toda, para não ser reducionista", disse Miranda, sobre o FSM não ter tirado um documento final. Segundo ela, uma síntese sairá em um ou dois meses.

A dispersão foi também geográfica. Os cerca de 27 mil participantes inscritos, de 2.000 organizações, se pulverizaram em 915 atividades em seis cidades do Rio Grande do Sul.

O FSM encerrado ontem é o primeiro de 27 encontros similares que ocorrerão ao redor do mundo. Desde 2006, a organização alterna um evento centralizado em uma única cidade com um um ano de eventos espalhados pelo mundo.

Hoje e amanhã, Salvador recebe sua versão do Fórum.



domingo, 6 de setembro de 2009

Lula pede que G20 seja utilizado para "regular" sistema financeiro

da France Presse, em Paris

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste domingo, em uma entrevista concedida ao canal francês TV5 e à Rádio França Internacional, que o sistema financeiro internacional seja "regulado e reformado".

"É preciso regular o sistema financeiro mundial, não pode servir para gerar créditos mais importantes do que o patrimônio", disse Lula na entrevista, exigindo que o G20 seja utilizado "para tomar as decisões que os presidentes não tomaram até agora".

"A crise econômica mostrou que o Estado tem que voltar a ter um papel importante, não esse Estado que administra tudo, e sim um que vigia o sistema financeiro como vigia o mundo do trabalho", ressaltou.

Lula criticou o funcionamento do setor financeiro, ressaltando que não podia continuar "concentrando bilhões de dólares e de euros no mundo sem criar um só emprego". "O sistema financeiro deve existir para estimular o sistema produtivo, e não para viver da especulação sem fabricar um só sapato", afirmou.

"Temos que aproveitar a crise para mudar a lógica da economia mundial", disse, exigindo que se fosse ainda mais longe quando foi consultado sobre a eficácia das medidas tomadas até agora para paliar a crise econômica mundial, antes da cúpula do G20 do final de setembro, que será realizada na cidade norte-americana de Pittsburgh.

Lula acrescentou que é necessário uma "democratização do Fundo Monetário Internacional", e que o Banco Mundial "tenha novamente dinheiro para emprestar aos países pobres e controlar a utilização dos recursos do sistema financeiro para que não se repita a história dos ´subprimes' (empréstimos de risco)".

"Não se pode ter dois sistemas financeiros, um legal, dos que pagam seus impostos, e outro ilegal, onde os ladrões do mundo inteiro depositam seu dinheiro", disse o presidente, considerando que os paraísos fiscais são um tema muito delicado porque, quando se fala deles, "se fala das Ilhas Caimã, e também de Suíça e Uruguai".

É "um problema político sério a ser resolvido", disse.

Lula defendeu também que o G20 se transforme em um "foro de referência" para que as "principais 20 economias do mundo possam decidir a respeito de certas coisas" e classificou o G8 como um "clube de amigos", que já não tem razão alguma de ser.

"O G8 não tem mais razão alguma de ser. Discutir sobre a economia do mundo sem levar em conta China, Brasil, Índia, México e África do Sul, é pensar que o mundo de hoje é o mesmo dos anos 50", disse Lula.

"É um clube de amigos que se reúnem há 35 anos", acrescentou, destacando que atualmente é impossível tomar uma decisão "sem levar em conta os BRIC", grupo composto pelas principais potências emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China).

"É preciso, democraticamente, ser justo e dar um espaço para que os países possam falar", afirmou, considerando que no G20 isso deve ser possível.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

G8 se reúne em meio a 'crise de identidade'

Os líderes dos países do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, se reúnem a partir desta quarta-feira em Áquila, na Itália, para seu encontro anual de cúpula em meio a uma crise de identidades e questionamentos sobre sua relevância para tratar dos grandes temas internacionais.

No último ano, com a crise econômica mundial que vem afetando de maneira mais intensa os países desenvolvidos, o G8 (que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) perdeu espaço para o G20, grupo que tem a participação das 20 maiores economias e inclui diversos países em desenvolvimento.

Para muitos, o G8 vem perdendo relevância porque, hoje, não seria mais possível discutir grandes temas como a economia mundial, a questão do aquecimento global, o combate à pobreza ou o comércio internacional, sem a participação dos grandes países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, México e África do Sul.

Esse grupo de cinco países emergentes, conhecido como G5, já vem participando como convidado das reuniões de cúpula anuais do G8 desde 2005, mas fica à parte da maior parte das discussões. A cada ano, aumenta a pressão para que eles sejam incluídos de vez no grupo e ganhem voz nas discussões.

Nos últimos dias, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou diversas vezes que continuará participando como convidado das reuniões do G8, mas que considera o G20 um fórum mais adequado para as discussões dos grandes temas mundiais.

"G8 morreu" Há duas semanas, o chanceler Celso Amorim havia afirmado que "o G8 morreu" e que nenhuma discussão internacional importante poderá acontecer sem que se leve em conta a posição dos países em desenvolvimento.

Os questionamentos sobre a relevância do G8 tem partido até mesmo de dentro do grupo.

"Os problemas que estamos enfrentando não podem mais ser resolvidos pelos países industrializados sozinhos", afirmou na semana passada a chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel.

No último fim de semana, a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou que "o G8 precisa necessariamente ser modificado e ampliado para se adaptar à nova realidade" e que o G20 se tornou uma instituição mais relevante.

A Itália, anfitriã da cúpula deste ano, concorda em parte com a avaliação. Neste ano, pela primeira vez, os países do G5 se sentarão à mesa com os líderes do G8 em dois dos três dias da cúpula.

Nos encontros anteriores, a participação dos países emergentes ficava restrita ao último dia, quando muitas das discussões importantes já haviam ocorrido e depois de muitas das resoluções do grupo já terem sido aprovadas e divulgadas.

Grupo seleto Em entrevista por e-mail à BBC Brasil, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que "a Itália está trabalhando intensamente para dar substância à ideia de uma nova arquitetura para a governança internacional que leve em consideração as mudanças ocorridas no cenário global e sobretudo ao novo papel representado pelas economias emergentes".

Frattini afirmou, porém, que o formato das discussões internacionais deve ser determinado pelas questões em discussão e que, por isso, "ainda não há um consenso sobre o formato futuro e a composição de um G8 reformado".

Segundo ele, o G8 "mantém sua relevância como um fórum que compartilha valores comuns e uma visão comum para enfrentar as ameaças do século 21" e que "apesar de um formato maior e mais representativo refletir a nova dinâmica de poder e os desafios de um mundo transnacional, ainda há um papel para um grupo menor de países com posições comuns".

"O maior risco dos fóruns ampliados [como o G20] está na falta de uma possibilidade real de diálogo, por causa da combinação de um grande número de países representados, o curto tempo normalmente disponível para os encontros e a considerável diversidade de posições que normalmente aparecem quando questões sensíveis são debatidas, impedindo na prática que decisões concretas sejam tomadas".

Além do argumento de que a manutenção de um grupo pequeno de países é necessária para facilitar o diálogo e a obtenção de consensos, alguns analistas ainda veem a própria essência do G8 como entrave à inclusão do G5 no grupo.

Segundo John Kirton, professor da Universidade de Toronto e diretor do grupo acadêmico de pesquisas G8 Research Group, a principal missão do G8, desde sua fundação, é "a defesa da democracia", o que significaria um empecilho à entrada da China no grupo.

"Alguns membros do G5, como a Índia ou o Brasil, podem até já estar prontos para se juntarem ao G8, mas enquanto essa entrada estiver ligada à entrada da China, isso não ocorrerá", disse ele.

Kirton observa que o G5 "não existe como entidade própria", só como uma parte do G8.

Segundo ele, a importância dos países emergentes já foi levada em consideração pelo G8, primeiro com os convites para que os líderes do G5 participassem de suas cúpulas, a partir de 2005, e com o aumento dessa participação neste ano.

"O G8 está vivo e vai muito bem", afirma Kirton.