da France Presse, em Paris
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste domingo, em uma entrevista concedida ao canal francês TV5 e à Rádio França Internacional, que o sistema financeiro internacional seja "regulado e reformado".
"É preciso regular o sistema financeiro mundial, não pode servir para gerar créditos mais importantes do que o patrimônio", disse Lula na entrevista, exigindo que o G20 seja utilizado "para tomar as decisões que os presidentes não tomaram até agora".
"A crise econômica mostrou que o Estado tem que voltar a ter um papel importante, não esse Estado que administra tudo, e sim um que vigia o sistema financeiro como vigia o mundo do trabalho", ressaltou.
Lula criticou o funcionamento do setor financeiro, ressaltando que não podia continuar "concentrando bilhões de dólares e de euros no mundo sem criar um só emprego". "O sistema financeiro deve existir para estimular o sistema produtivo, e não para viver da especulação sem fabricar um só sapato", afirmou.
"Temos que aproveitar a crise para mudar a lógica da economia mundial", disse, exigindo que se fosse ainda mais longe quando foi consultado sobre a eficácia das medidas tomadas até agora para paliar a crise econômica mundial, antes da cúpula do G20 do final de setembro, que será realizada na cidade norte-americana de Pittsburgh.
Lula acrescentou que é necessário uma "democratização do Fundo Monetário Internacional", e que o Banco Mundial "tenha novamente dinheiro para emprestar aos países pobres e controlar a utilização dos recursos do sistema financeiro para que não se repita a história dos ´subprimes' (empréstimos de risco)".
"Não se pode ter dois sistemas financeiros, um legal, dos que pagam seus impostos, e outro ilegal, onde os ladrões do mundo inteiro depositam seu dinheiro", disse o presidente, considerando que os paraísos fiscais são um tema muito delicado porque, quando se fala deles, "se fala das Ilhas Caimã, e também de Suíça e Uruguai".
É "um problema político sério a ser resolvido", disse.
Lula defendeu também que o G20 se transforme em um "foro de referência" para que as "principais 20 economias do mundo possam decidir a respeito de certas coisas" e classificou o G8 como um "clube de amigos", que já não tem razão alguma de ser.
"O G8 não tem mais razão alguma de ser. Discutir sobre a economia do mundo sem levar em conta China, Brasil, Índia, México e África do Sul, é pensar que o mundo de hoje é o mesmo dos anos 50", disse Lula.
"É um clube de amigos que se reúnem há 35 anos", acrescentou, destacando que atualmente é impossível tomar uma decisão "sem levar em conta os BRIC", grupo composto pelas principais potências emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China).
"É preciso, democraticamente, ser justo e dar um espaço para que os países possam falar", afirmou, considerando que no G20 isso deve ser possível.
domingo, 6 de setembro de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
G8 se reúne em meio a 'crise de identidade'
Os líderes dos países do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, se reúnem a partir desta quarta-feira em Áquila, na Itália, para seu encontro anual de cúpula em meio a uma crise de identidades e questionamentos sobre sua relevância para tratar dos grandes temas internacionais.
No último ano, com a crise econômica mundial que vem afetando de maneira mais intensa os países desenvolvidos, o G8 (que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) perdeu espaço para o G20, grupo que tem a participação das 20 maiores economias e inclui diversos países em desenvolvimento.
Para muitos, o G8 vem perdendo relevância porque, hoje, não seria mais possível discutir grandes temas como a economia mundial, a questão do aquecimento global, o combate à pobreza ou o comércio internacional, sem a participação dos grandes países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
Esse grupo de cinco países emergentes, conhecido como G5, já vem participando como convidado das reuniões de cúpula anuais do G8 desde 2005, mas fica à parte da maior parte das discussões. A cada ano, aumenta a pressão para que eles sejam incluídos de vez no grupo e ganhem voz nas discussões.
Nos últimos dias, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou diversas vezes que continuará participando como convidado das reuniões do G8, mas que considera o G20 um fórum mais adequado para as discussões dos grandes temas mundiais.
"G8 morreu" Há duas semanas, o chanceler Celso Amorim havia afirmado que "o G8 morreu" e que nenhuma discussão internacional importante poderá acontecer sem que se leve em conta a posição dos países em desenvolvimento.
Os questionamentos sobre a relevância do G8 tem partido até mesmo de dentro do grupo.
"Os problemas que estamos enfrentando não podem mais ser resolvidos pelos países industrializados sozinhos", afirmou na semana passada a chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel.
No último fim de semana, a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou que "o G8 precisa necessariamente ser modificado e ampliado para se adaptar à nova realidade" e que o G20 se tornou uma instituição mais relevante.
A Itália, anfitriã da cúpula deste ano, concorda em parte com a avaliação. Neste ano, pela primeira vez, os países do G5 se sentarão à mesa com os líderes do G8 em dois dos três dias da cúpula.
Nos encontros anteriores, a participação dos países emergentes ficava restrita ao último dia, quando muitas das discussões importantes já haviam ocorrido e depois de muitas das resoluções do grupo já terem sido aprovadas e divulgadas.
Grupo seleto Em entrevista por e-mail à BBC Brasil, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que "a Itália está trabalhando intensamente para dar substância à ideia de uma nova arquitetura para a governança internacional que leve em consideração as mudanças ocorridas no cenário global e sobretudo ao novo papel representado pelas economias emergentes".
Frattini afirmou, porém, que o formato das discussões internacionais deve ser determinado pelas questões em discussão e que, por isso, "ainda não há um consenso sobre o formato futuro e a composição de um G8 reformado".
Segundo ele, o G8 "mantém sua relevância como um fórum que compartilha valores comuns e uma visão comum para enfrentar as ameaças do século 21" e que "apesar de um formato maior e mais representativo refletir a nova dinâmica de poder e os desafios de um mundo transnacional, ainda há um papel para um grupo menor de países com posições comuns".
"O maior risco dos fóruns ampliados [como o G20] está na falta de uma possibilidade real de diálogo, por causa da combinação de um grande número de países representados, o curto tempo normalmente disponível para os encontros e a considerável diversidade de posições que normalmente aparecem quando questões sensíveis são debatidas, impedindo na prática que decisões concretas sejam tomadas".
Além do argumento de que a manutenção de um grupo pequeno de países é necessária para facilitar o diálogo e a obtenção de consensos, alguns analistas ainda veem a própria essência do G8 como entrave à inclusão do G5 no grupo.
Segundo John Kirton, professor da Universidade de Toronto e diretor do grupo acadêmico de pesquisas G8 Research Group, a principal missão do G8, desde sua fundação, é "a defesa da democracia", o que significaria um empecilho à entrada da China no grupo.
"Alguns membros do G5, como a Índia ou o Brasil, podem até já estar prontos para se juntarem ao G8, mas enquanto essa entrada estiver ligada à entrada da China, isso não ocorrerá", disse ele.
Kirton observa que o G5 "não existe como entidade própria", só como uma parte do G8.
Segundo ele, a importância dos países emergentes já foi levada em consideração pelo G8, primeiro com os convites para que os líderes do G5 participassem de suas cúpulas, a partir de 2005, e com o aumento dessa participação neste ano.
"O G8 está vivo e vai muito bem", afirma Kirton.
No último ano, com a crise econômica mundial que vem afetando de maneira mais intensa os países desenvolvidos, o G8 (que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) perdeu espaço para o G20, grupo que tem a participação das 20 maiores economias e inclui diversos países em desenvolvimento.
Para muitos, o G8 vem perdendo relevância porque, hoje, não seria mais possível discutir grandes temas como a economia mundial, a questão do aquecimento global, o combate à pobreza ou o comércio internacional, sem a participação dos grandes países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
Esse grupo de cinco países emergentes, conhecido como G5, já vem participando como convidado das reuniões de cúpula anuais do G8 desde 2005, mas fica à parte da maior parte das discussões. A cada ano, aumenta a pressão para que eles sejam incluídos de vez no grupo e ganhem voz nas discussões.
Nos últimos dias, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou diversas vezes que continuará participando como convidado das reuniões do G8, mas que considera o G20 um fórum mais adequado para as discussões dos grandes temas mundiais.
"G8 morreu" Há duas semanas, o chanceler Celso Amorim havia afirmado que "o G8 morreu" e que nenhuma discussão internacional importante poderá acontecer sem que se leve em conta a posição dos países em desenvolvimento.
Os questionamentos sobre a relevância do G8 tem partido até mesmo de dentro do grupo.
"Os problemas que estamos enfrentando não podem mais ser resolvidos pelos países industrializados sozinhos", afirmou na semana passada a chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel.
No último fim de semana, a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou que "o G8 precisa necessariamente ser modificado e ampliado para se adaptar à nova realidade" e que o G20 se tornou uma instituição mais relevante.
A Itália, anfitriã da cúpula deste ano, concorda em parte com a avaliação. Neste ano, pela primeira vez, os países do G5 se sentarão à mesa com os líderes do G8 em dois dos três dias da cúpula.
Nos encontros anteriores, a participação dos países emergentes ficava restrita ao último dia, quando muitas das discussões importantes já haviam ocorrido e depois de muitas das resoluções do grupo já terem sido aprovadas e divulgadas.
Grupo seleto Em entrevista por e-mail à BBC Brasil, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que "a Itália está trabalhando intensamente para dar substância à ideia de uma nova arquitetura para a governança internacional que leve em consideração as mudanças ocorridas no cenário global e sobretudo ao novo papel representado pelas economias emergentes".
Frattini afirmou, porém, que o formato das discussões internacionais deve ser determinado pelas questões em discussão e que, por isso, "ainda não há um consenso sobre o formato futuro e a composição de um G8 reformado".
Segundo ele, o G8 "mantém sua relevância como um fórum que compartilha valores comuns e uma visão comum para enfrentar as ameaças do século 21" e que "apesar de um formato maior e mais representativo refletir a nova dinâmica de poder e os desafios de um mundo transnacional, ainda há um papel para um grupo menor de países com posições comuns".
"O maior risco dos fóruns ampliados [como o G20] está na falta de uma possibilidade real de diálogo, por causa da combinação de um grande número de países representados, o curto tempo normalmente disponível para os encontros e a considerável diversidade de posições que normalmente aparecem quando questões sensíveis são debatidas, impedindo na prática que decisões concretas sejam tomadas".
Além do argumento de que a manutenção de um grupo pequeno de países é necessária para facilitar o diálogo e a obtenção de consensos, alguns analistas ainda veem a própria essência do G8 como entrave à inclusão do G5 no grupo.
Segundo John Kirton, professor da Universidade de Toronto e diretor do grupo acadêmico de pesquisas G8 Research Group, a principal missão do G8, desde sua fundação, é "a defesa da democracia", o que significaria um empecilho à entrada da China no grupo.
"Alguns membros do G5, como a Índia ou o Brasil, podem até já estar prontos para se juntarem ao G8, mas enquanto essa entrada estiver ligada à entrada da China, isso não ocorrerá", disse ele.
Kirton observa que o G5 "não existe como entidade própria", só como uma parte do G8.
Segundo ele, a importância dos países emergentes já foi levada em consideração pelo G8, primeiro com os convites para que os líderes do G5 participassem de suas cúpulas, a partir de 2005, e com o aumento dessa participação neste ano.
"O G8 está vivo e vai muito bem", afirma Kirton.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
terça-feira, 18 de novembro de 2008
G20 quebrou hegemonia de países ricos nas decisões políticas
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que a reunião do G20 foi uma mudança nos paradigmas das relações multilaterais entre todos os países. Segundo Lula, antes da crise financeira, apenas os países muito ricos determinavam a "lógica da política internacional", e que isso mudou com a reunião dos grupo que reúne países ricos e emergentes.
"Fiz questão de lembrar que dessa vez a crise está exatamente nos países ricos, a crise está no G8. Se eles quiserem ajudar os países pobres, não precisa gastar muito dinheiro, é só recuperar suas economias", disse o presidente.
Lula contou que pediu aos colegas que seja criada uma regulamentação que obrigue o sistema financeiro a investir recursos no setor produtivo, para estimular a geração de emprego e renda.
"Até contei um caso meu, disse para eles que, quando eu trabalhava na fábrica, se eu quisesse comprar uma televisão e meu salário não permitisse, eu tinha que fazer hora extra. Como pode alguém ficar bilionário sem produzir um prego?"
O presidente disse ainda que, nos seis anos de seu governo, essa foi a reunião multilateral mais importante da qual participou. Ele comemorou o fato de o grupo ter tomado a decisão de concluir a Rodada Doha até dezembro.
"Seria um sinal extraordinário de enfrentamento da crise financeira que vive um problema de crédito muito serio", concluiu.
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que a reunião do G20 foi uma mudança nos paradigmas das relações multilaterais entre todos os países. Segundo Lula, antes da crise financeira, apenas os países muito ricos determinavam a "lógica da política internacional", e que isso mudou com a reunião dos grupo que reúne países ricos e emergentes.
"Fiz questão de lembrar que dessa vez a crise está exatamente nos países ricos, a crise está no G8. Se eles quiserem ajudar os países pobres, não precisa gastar muito dinheiro, é só recuperar suas economias", disse o presidente.
Lula contou que pediu aos colegas que seja criada uma regulamentação que obrigue o sistema financeiro a investir recursos no setor produtivo, para estimular a geração de emprego e renda.
"Até contei um caso meu, disse para eles que, quando eu trabalhava na fábrica, se eu quisesse comprar uma televisão e meu salário não permitisse, eu tinha que fazer hora extra. Como pode alguém ficar bilionário sem produzir um prego?"
O presidente disse ainda que, nos seis anos de seu governo, essa foi a reunião multilateral mais importante da qual participou. Ele comemorou o fato de o grupo ter tomado a decisão de concluir a Rodada Doha até dezembro.
"Seria um sinal extraordinário de enfrentamento da crise financeira que vive um problema de crédito muito serio", concluiu.
sábado, 15 de novembro de 2008
G20 repete foto oficial devido a atraso de presidentes da Argentina e México

da Efe, em Washington
Foto oficial do início da sessão de trabalho dos líderes da cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) neste sábado teve que ser refeita por causa do atraso dos presidentes da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do México, Felipe Calderón. As imagens da foto oficial foram retransmitidas por circuito fechado de televisão, e a primeira tomada foi tão rápida que quase não deu tempo de ver quem estavam presentes.
De fato, após os primeiros flashes, os governantes saíram rapidamente, mas tiveram que voltar para posar nas escadas do Museu Nacional da Construção (NBM, em inglês), em Washington. O motivo passou despercebido nas imagens de televisão, mas, na verdade, faltavam os presidentes da Argentina e do México, algo que pode ser observado na foto do "antes" e do "depois".
Gerald Herbert/AP
Presidentes e chefes de Governo dos países do G20 posam para foto em reunião da cúpula, neste sábado, em Washington
Presidentes e chefes de Governo dos países do G20 posam para foto em reunião da cúpula, neste sábado, em Washington
Os presidentes e chefes de Governo voltaram a seus lugares conversando de maneira relaxada, mas também houve alguma irritação por parte de alguns dos presentes. Por enquanto, não se sabe o motivo da demora dos dois líderes latino-americanos, pois eles já estavam na sede do museu, aonde tinham chegado minutos antes, como os outros dirigentes.
A reunião foi convocada em Washington para tentar resolver a crise financeira mundial e colocar as bases de uma nova ordem econômica internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo país preside atualmente o G20, ficou à direita de Bush e o presidente da China, Hu Jintao, à esquerda.
domingo, 6 de julho de 2008
G8 quer esfriar preços do petróleo e temperatura do planeta
TOYAKO, JAPÃO, 6 Jul 2008 (AFP) - Os líderes das oito principais potências do mundo analisarão a partir desta segunda-feira, na cidade japonesa de Toyako, como esfriar os preços do petróleo e a temperatura do planeta.
O encontro, em um hotel diante do lago Toya, ocorre no momento em que o barril do petróleo atinge os 146 dólares, a economia dos países industrializados vive um período de forte desaquecimento e a alta nos preços dos alimentos provoca protestos em todo o planeta.
Além dos líderes do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia), a Cúpula terá, como convidados, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hu Jintao (China) e Felipe Calderón (México).
As autoridades japonesas montaram uma grande operação de segurança, com mais de 21 mil homens, e praticamente fecharam a ilha de Hokkaido (norte), local do encontro.
O presidente americano, George W. Bush, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, que participa pela primeira vez da Cúpula do G8, já chegaram ao lago Toya, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.
Em entrevista coletiva ao lado de Fukuda, Bush reafirmou a política do "dólar forte" dos EUA, apesar de a moeda estar caindo em relação a outras. No entanto, reconheceu que a economia americana não anda tão bem quanto os dirigentes americanos gostariam.
O presidente americano afirmou ainda que os EUA vão desempenhar um papel "construtivo" na redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pela mudança climática, mas advertiu que todo esforço deve incluir a China e a Índia.
Neste sentido, Lula deve reafirmar no Japão seu pedido aos países em desenvolvimento para que se unam às nações ricas no estabelecimento de metas visando reduzir as emissões de gases responsáveis pelo "efeito estufa".
"Todos os participantes, incluindo nosso país, devem fixar um objetivo de redução das próprias emissões de gases de efeito estufa", adiantou Lula na quarta-feira, em entrevista ao jornal japonês Yomiuri Shimbun.
Na coletiva de hoje, Fukuda disse que "no que se refere ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, que têm um impacto negativo sobre a economia mundial", ele e Bush concordam "que é preciso fazer esforços urgentes neste sentido",
Já o líder francês, Nicolas Sarkozy, disse à imprensa japonesa que defenderá na Cúpula a "promoção da transparência" no mercado petroleiro, pedindo aos Estados produtores que publiquem suas informações sobre oferta e reservas, e aos Estados consumidores que divulguem os dados sobre seus estoques de petróleo".
"É importante estabelecer um dispositivo para que os países produtores e os países consumidores compartilhem suas informações sobre reservas, estoques e produção de petróleo", disse Sarkozy, que chegará a Toyako na segunda-feira.
O presidente francês também proporá ao G8 "estimular os Estados produtores a aumentar sua produção, para se evitar as consequências negativas de uma desaceleração da economia mundial e a alta simultânea da inflação".
A declaração final de Toyako deve assinalar que "o G8 vai liderar os esforços para reduzir em 50% as emissões" de gases responsáveis pelo aquecimento global até 2050, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun.
Em Sapporo, a 150 km do lago Toya, milhares de manifestantes protestaram contra a globalização e após alguns incidentes, a polícia deteve quatro pessoas, entre elas um cinegrafista.
No protesto em Sapporo, ativistas da ONG Oxfam vestidos com máscaras gigantes dos líderes do G8 e quimonos exibiram um cheque gigante de 50 bilhões de dólares para os países da África, para lembrar a promessa feita durante a Cúpula da Escócia, em 2005.
Em 2005, o G8 acertou uma ajuda de 50 bilhões de dólares para a África até 2010, mas até o momento só desembolsou 14% deste valor, segundo uma fonte do grupo.
Uol Notícias
O encontro, em um hotel diante do lago Toya, ocorre no momento em que o barril do petróleo atinge os 146 dólares, a economia dos países industrializados vive um período de forte desaquecimento e a alta nos preços dos alimentos provoca protestos em todo o planeta.
Além dos líderes do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia), a Cúpula terá, como convidados, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hu Jintao (China) e Felipe Calderón (México).
As autoridades japonesas montaram uma grande operação de segurança, com mais de 21 mil homens, e praticamente fecharam a ilha de Hokkaido (norte), local do encontro.
O presidente americano, George W. Bush, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, que participa pela primeira vez da Cúpula do G8, já chegaram ao lago Toya, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.
Em entrevista coletiva ao lado de Fukuda, Bush reafirmou a política do "dólar forte" dos EUA, apesar de a moeda estar caindo em relação a outras. No entanto, reconheceu que a economia americana não anda tão bem quanto os dirigentes americanos gostariam.
O presidente americano afirmou ainda que os EUA vão desempenhar um papel "construtivo" na redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pela mudança climática, mas advertiu que todo esforço deve incluir a China e a Índia.
Neste sentido, Lula deve reafirmar no Japão seu pedido aos países em desenvolvimento para que se unam às nações ricas no estabelecimento de metas visando reduzir as emissões de gases responsáveis pelo "efeito estufa".
"Todos os participantes, incluindo nosso país, devem fixar um objetivo de redução das próprias emissões de gases de efeito estufa", adiantou Lula na quarta-feira, em entrevista ao jornal japonês Yomiuri Shimbun.
Na coletiva de hoje, Fukuda disse que "no que se refere ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, que têm um impacto negativo sobre a economia mundial", ele e Bush concordam "que é preciso fazer esforços urgentes neste sentido",
Já o líder francês, Nicolas Sarkozy, disse à imprensa japonesa que defenderá na Cúpula a "promoção da transparência" no mercado petroleiro, pedindo aos Estados produtores que publiquem suas informações sobre oferta e reservas, e aos Estados consumidores que divulguem os dados sobre seus estoques de petróleo".
"É importante estabelecer um dispositivo para que os países produtores e os países consumidores compartilhem suas informações sobre reservas, estoques e produção de petróleo", disse Sarkozy, que chegará a Toyako na segunda-feira.
O presidente francês também proporá ao G8 "estimular os Estados produtores a aumentar sua produção, para se evitar as consequências negativas de uma desaceleração da economia mundial e a alta simultânea da inflação".
A declaração final de Toyako deve assinalar que "o G8 vai liderar os esforços para reduzir em 50% as emissões" de gases responsáveis pelo aquecimento global até 2050, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun.
Em Sapporo, a 150 km do lago Toya, milhares de manifestantes protestaram contra a globalização e após alguns incidentes, a polícia deteve quatro pessoas, entre elas um cinegrafista.
No protesto em Sapporo, ativistas da ONG Oxfam vestidos com máscaras gigantes dos líderes do G8 e quimonos exibiram um cheque gigante de 50 bilhões de dólares para os países da África, para lembrar a promessa feita durante a Cúpula da Escócia, em 2005.
Em 2005, o G8 acertou uma ajuda de 50 bilhões de dólares para a África até 2010, mas até o momento só desembolsou 14% deste valor, segundo uma fonte do grupo.
Uol Notícias
sábado, 14 de junho de 2008
Baixo Crescimento da Economia Mundial e Aumento do Preço do Petróleo e dos Alimentos Causam Preocupações Sistêmicas
FMI prevê "longo período" de baixo crescimento da economia mundial
Osaka (Japão), 14 jun (EFE).- O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, previu hoje um "longo período de baixo crescimento" para a economia mundial, apesar dos bons dados macroeconômicos do primeiro trimestre.
Em entrevista coletiva concedida ao término da cúpula de ministros de Finanças do Grupo dos Sete Países Mais Desenvolvidos e a Rússia (G8), em Osaka (Japão), Strauss-Kahn indicou que haverá um arrefecimento, embora "não muito profundo".
O diretor-gerente do FMI admitiu, no entanto, que os dados do PIB do primeiro trimestre na Europa, nos Estados Unidos e no Japão foram "melhores que o esperado", mas disse que "o perfil dos próximos meses não variará substancialmente".
Além disso, o diretor da instituição multilateral se referiu na entrevista coletiva ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, aspectos que praticamente centraram a reunião dos ministros do G8 em Osaka.
Na sua opinião, há razões "de economia real" por trás dessas fortes altas, sobretudo o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de matérias-primas.
Ele reconheceu, no entanto, que isso "não é suficiente para explicar" a alta nos preços que, no caso do petróleo, chegaram a duplicar em apenas um ano.
Strauss-Kahn disse que, durante o encontro, alguns ministros de Finanças falaram sobre a possibilidade de os movimentos especulativos serem uma das razões, apesar de só o italiano Giulio Tremonti o ter dito abertamente neste encontro.
A cúpula econômica de Osaka acabou hoje com uma declaração dos membros do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália, Japão e Rússia) no qual expressam sua preocupação com as pressões inflacionárias derivadas dos altos preços do petróleo e dos alimentos, e com os "ventos contrários" que ameaçam a economia mundial.
Osaka (Japão), 14 jun (EFE).- O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, previu hoje um "longo período de baixo crescimento" para a economia mundial, apesar dos bons dados macroeconômicos do primeiro trimestre.
Em entrevista coletiva concedida ao término da cúpula de ministros de Finanças do Grupo dos Sete Países Mais Desenvolvidos e a Rússia (G8), em Osaka (Japão), Strauss-Kahn indicou que haverá um arrefecimento, embora "não muito profundo".
O diretor-gerente do FMI admitiu, no entanto, que os dados do PIB do primeiro trimestre na Europa, nos Estados Unidos e no Japão foram "melhores que o esperado", mas disse que "o perfil dos próximos meses não variará substancialmente".
Além disso, o diretor da instituição multilateral se referiu na entrevista coletiva ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, aspectos que praticamente centraram a reunião dos ministros do G8 em Osaka.
Na sua opinião, há razões "de economia real" por trás dessas fortes altas, sobretudo o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de matérias-primas.
Ele reconheceu, no entanto, que isso "não é suficiente para explicar" a alta nos preços que, no caso do petróleo, chegaram a duplicar em apenas um ano.
Strauss-Kahn disse que, durante o encontro, alguns ministros de Finanças falaram sobre a possibilidade de os movimentos especulativos serem uma das razões, apesar de só o italiano Giulio Tremonti o ter dito abertamente neste encontro.
A cúpula econômica de Osaka acabou hoje com uma declaração dos membros do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália, Japão e Rússia) no qual expressam sua preocupação com as pressões inflacionárias derivadas dos altos preços do petróleo e dos alimentos, e com os "ventos contrários" que ameaçam a economia mundial.
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